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quinta-feira, 2 de abril de 2015

O que a Bíblia diz sobre... Diáconos


à Diácono – a palavra no grego διάκονος, (diákonos) é “ministro”, “servo”, “ajudante” e denota uma categoria de obreiro assistencial, cerimonial, preservador, orientador, servidor etc.

Mas se engana quem pensa que a instituição do diaconato está definida em Atos capítulo 6. O vocábulo diakonein nesse texto não é técnico, tratando apenas de “servidores” incumbidos de distribuir os fundos às viúvas necessitadas. Se fossemos partir dessa aplicação do texto concluiríamos que a função dos diáconos seria dentro desse limite, o cuidado com as viúvas (o que não exclui o mesmo de não fazer isto!). Os textos que revelam as funções ministeriais dos diáconos estão nas epístolas de Paulo aos Filipenses e a Timóteo: “Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos, com os bispos e diáconos” (Filipenses 1.1). Atente que logo no verso 1 Paulo revela o contexto ministerial do diaconato, que o coloca na posição de oficial da igreja ao lado do bispo. O texto junto ao contexto histórico revela que os diáconos auxiliavam os pastores em suas funções, sendo importante lembrar que, quando um ministro tinha a necessidade de se ausentar da liderança e pastoreio da congregação, quem assumia a direção era justamente o diácono, que nessa hora era reconhecido pela mesma capacidade.
A carta à Timóteo é mais reveladora ainda, quando Paulo declara e orienta: “Os diáconos igualmente devem ser dignos, homens de palavra, não amigos de muito vinho nem de lucros desonestos”.(1ª Timóteo 3.8) “Devem ser primeiramente experimentados; depois, se não houver nada contra eles, que atuem como diáconos”(Vs.10), “O diácono deve ser marido de uma só mulher e governar bem seus filhos e sua própria casa”.(Vs.12).
Usando o texto mais uma vez dentro de seu contexto fiel, podemos resumir que as orientações dadas aos diáconos veem logo após a dos bispos (presbíteros, pastores), concluindo que o diácono tem o mesmo nível de responsabilidade desses, sendo o verdadeiro auxiliar do ministro.
 O diaconato é um ministério de verdadeira excelência!
As similaridades entre as qualificações para diáconos e presbíteros/bispos em 1Timóteo 3 são notáveis. Assim como as qualificações para os presbíteros, um diácono não pode ser dado ao vinho (v. 3), avarento (v. 3), irrepreensível (v. 2; Tt 1.6), marido de uma só mulher (v. 2), e um hábil governante de seus filhos e de sua casa (vv. 4-5). Além disso, o foco das qualificações é o caráter moral da pessoa que há de preencher o ofício: um diácono deve ser maduro e acima de reprovação. A principal diferença entre um presbítero e um diácono é uma diferença de dons e chamado, não de caráter.
Paulo identifica nove qualificações para os diáconos em 1Timóteo 3.8-12:
Respeitáveis (v. 8): Esse termo normalmente se refere a algo que é honorável, digno, estimado, nobre, e está diretamente relacionado a “irrepreensível”, que é dado como uma qualificação para os presbíteros (1 Tm 3.2).
De uma só palavra (v. 8): Aqueles que têm a língua dobre dizem uma coisa a certas pessoas, mas depois dizem algo diferente a outras, ou dizem uma coisa, mas querem dizer outra. Eles têm duas faces e são insinceros. As suas palavras não podem ser confiadas, então eles carecem de credibilidade.
Não inclinados a muito vinho (v. 8): Um homem é desqualificado para o ofício de diácono se for viciado em vinho ou outra bebida forte, ou qualquer outro tipo de droga. Tal pessoa carece de domínio próprio e é indisciplinada.
Não cobiçosos de sórdida ganância (v. 8): Se uma pessoa ama o dinheiro, não está qualificado para ser um diácono, especialmente porque os diáconos com freqüência lidam com questões financeiras da igreja, afinal de contas faz parte da diaconia a direção a organização da igreja, bem como toda sua responsabilidade na gerência e no zelo dos bens e patrimônio da mesma, portanto o cuidado de não ser ganancioso.
Sólidos na fé e na vida (v. 9): Paulo também indica que um diácono deve “conservar o mistério da fé com a consciência limpa”. A expressão “o mistério da fé” é simplesmente um modo de Paulo falar do evangelho (cf. 1Tm 3.16). Conseqüentemente, essa afirmação se refere à necessidade de os diáconos manterem-se firmes no verdadeiro evangelho, e não oscilantes. Contudo, essa qualificação não envolve apenas as crenças de alguém, pois o diácono também deve manter essas crenças “com a consciência limpa”. Isto é, o comportamento de um diácono deve ser consistente com suas crenças.
Irrepreensíveis (v. 10): Paulo escreve que os diáconos devem ser “primeiramente experimentados; e, se se mostrarem irrepreensíveis, exerçam o diaconato” (v. 10). “Irrepreensíveis” é um termo genérico, que se refere ao caráter geral de uma pessoa. Embora Paulo não especifique que tipo de teste deve ser feito, no mínimo, deve-se examinar a vida pessoal, a reputação e as posições teológicas do candidato. Mais do que isso, a congregação não deveria examinar apenas a maturidade moral, espiritual e doutrinária do diácono em potencial, mas deveria também considerar o histórico de serviço da pessoa na igreja, bem como seu relacionamento para com os membros, atitudes, até seu modo de agir diante de situações.
Esposa piedosa (v. 11): É discutível se o versículo 11 se refere à esposa do diácono ou a uma diaconisa. No que interessa a esta discussão, vamos assumir que o versículo esteja falando das qualificações da esposa de um diácono. De acordo com Paulo, as esposas dos diáconos devem ser “respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo” (v. 11). Como o seu marido, a esposa deve ser respeitável ou honorável. Em segundo lugar, ela não deve ser maldizente, uma pessoa que espalha fofocas. A esposa de um diácono deve também ser temperante ou sóbria. Isso é, ela deve ser apta a fazer bons julgamentos e não deve estar envolvidas em coisas que possam embaraçar tal julgamento. Por fim, ela deve ser “fiel em todas as coisas” (cf. 1Tm 5.10). Esse é um requerimento genérico que funciona semelhantemente ao requerimento para que os presbíteros e diáconos sejam “irrepreensíveis” (1Tm 3.2; Tt 1.6; 1Tm 3.10), entendo então a importância da esposa do diácono, se tudo vai bem em casa, não tem porque não dar certo na igreja.
Marido de uma só mulher (v. 12): A melhor interpretação dessa passagem difícil consiste em entendê-la como a fidelidade do marido para com sua esposa. Ele deve ser “um homem de uma única mulher”. Isso é, não deve haver qualquer outra mulher em sua vida com a qual ele se relacione em intimidade, seja emocionalmente, seja fisicamente.
Governe bem seus filhos e a própria casa (v. 12): Um diácono deve ser o líder espiritual de sua esposa e filhos, de modo eficaz e amoroso, sem ser autoritário, da forma como um diácono trata sua família ele irá tratar a igreja, isso serve de reflexão para alguns irmãos, que ainda acham que o “posto” hierárquico é sinal de “poder” (autoritarismo).
De modo geral, se uma qualificação moral é listada para presbíteros, mas não para diáconos, aquela qualificação ainda se aplica a estes. O mesmo ocorre para aquelas qualificações listadas para diáconos, mas não para presbíteros. Por exemplo, um diácono deve ser um homem de “uma só palavra” (v. 8). Paulo não afirma explicitamente o mesmo acerca dos presbíteros, mas não há dúvida de que tal se aplica a eles, uma vez que Paulo disse que os presbíteros devem ser “irrepreensíveis”, o que incluiria essa injunção, não está de forma explicita, mas esta de forma bem implicita.

Ainda assim, nós deveríamos observar as diferenças nas qualificações, uma vez que ou elas significam um traço peculiarmente adequado ao oficial para que cumpra seus deveres, ou são algo que era problemático no lugar para onde Paulo escreveu (no caso, Éfeso). Isso deve ficar mais claro à medida que passemos a considerar as responsabilidades de um diácono.
A idéia desses textos aqui não são de forma alguma para rebaixar ou aumentar posições de pessoas na igreja, o principio é de ajuda e não de denegrir o conceito eclesiástico de ninguém, cada igreja tem sua administração e de forma nenhuma estamos interferindo nos ministérios, mas como estudante da palavra de Deus estamos mostrando como a propria série diz... o que a Bíblia diz sobre... os assuntos respectivos, espero ter ajudado de alguma forma e segue abaixo dicas de literatura relacionadas ao assunto aqui tratado, que o Senhor abençoe a cada um de nós e realmente possamos ser provados e aprovados por Ele.



 Agora sou Pastor - Editora AD Santos


Livro antigo, mas muito bom! 





segunda-feira, 16 de março de 2015

O que a bíblia diz sobre...

 
Apóstolos hoje em dia? Anciãos, bispos... o que isso significa?

Vivemos uma época de muitas nomenclaturas ministeriais no meio evangélico brasileiro, até parece que criamos uma linhagem hierárquica como num quartel, eu entendo que existe eclesiasticamente uma hierarquia, mas de forma institucional e organizacional. Alguns líderes de diferentes denominações cristãs, mesmo atuando nas mesmas funções, usam termos e nomes diferentes como apóstolos, pastores, bispos, presbíteros e até pais apostólicos? e muitos outros. Infelizmente conseguimos identificar que alguns ministros usam algumas nomenclaturas bíblicas por uma busca de autoridade eclesiástica e um suposto poder espiritual, criando assim uma visível contradição quanto ao real significado do título e dos nomes na Bíblia.

Minha intenção é expor para vocês de forma muito simples e clara a etimologia de cada título e seus significados à luz da bíblia, sem ofender quem quer que seja, interpretando conforme o contexto das Escrituras e comparando-os aos dias atuais.

O apóstolo

O termo grego ἀπόστολος, (apóstolos) significa enviado. Em se tratando de originalidade literária, o termo usado por Jesus aos escolhidos para a pregação e propagação do Evangelho, denota uma missão para os lugares mais distantes, onde ainda não chegara a mensagem de Salvação – “Portanto, ide e fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28.19ª). A Bíblia geralmente emprega este termo para os apóstolos de Cristo. Eles eram doze homens especialmente escolhidos por Cristo para estarem com ele e para serem enviados a pregar (verifique Marcos 3:13-19). Muitas vezes eles foram simplesmente chamados "os doze". O número doze tinha uma história de grande importância entre o povo de Deus (doze filhos de Jacó, doze tribos de Israel...).

Os doze tinham uma missão muito importante. Para cumprir esta missão, eles receberam o batismo do Espírito Santo, para que pudessem ser guiados em toda a verdade (João 14:26; 15;26-27; 16:7-15; Atos 1:8; 2:1-4). Eles revelaram esta verdade nas Escrituras, que são o nosso padrão nos dias atuais (Efésios 3:5; 2 Pedro 3:2; Judas 17). Os apóstolos foram testemunhas oculares de Cristo ressuscitado (Lucas 24:48; Atos 1:8,22; 2:32; 3:15; 4:33; 5:32; 10:39-41; 13:31; 1 Pedro 5:1; 1 João 1:2). Somente eles foram capazes de conceder os dons espirituais, impondo suas mãos sobre os outros (Atos 8:14-18).

Os apóstolos fazem parte da fundação da igreja primitiva, tendo o próprio Jesus Cristo como a pedra angular principal (Efésios 2:20; Apocalipse 21:14).

Os doze apóstolos foram selecionados inicialmente pelo Senhor. Judas caiu porque pecou e por isso foi excluído (Atos 1:20, 25); como resultado, Matias foi escolhido para ficar no seu lugar (Atos 1:16-26), o que não exclui as qualificações do outro candidato, ou seja, José, pois os requisitos eram: 1º) ser alguém que havia seguido Jesus, juntamente com os demais apóstolos, desde o dia em que foi batizado por João, até o dia em que subiu ao céu. 2º) tinha que ser alguém que havia testemunhado a ressurreição do senhor Jesus. Esses eram os dois requisitos para aquele que seria escolhido o novo apóstolo, Note atentamente que uma das qualificações que Matias tinha que cumprir, para poder ser selecionado, era ter visto o Senhor ressuscitado (Atos 1:22). Mais tarde, Paulo foi selecionado de uma maneira especial para ser o apóstolo enviado para os gentios (Atos 9:15; 22:14-15; 26:16-18; Gálatas 1:15-17; 1 Timóteo 2:7). Esta é a razão porque o Senhor lhe apareceu, uma vez que ele não teria as qualificações para ser um apóstolo, se não tivesse visto o Senhor depois de sua ressurreição (note: 1 Coríntios 9:1-2; 15:8; Atos 22:15; 26:16).

Os apóstolos que a igreja tem hoje em dia são os mesmos que teve desde a escolha de Paulo. Eles permanecem no fundamento da igreja, onde o Senhor os colocou, e não há razão para procurar substituições. Através do Novo Testamento, que eles escreveram, eles continuam a ensinar e a guiar o povo de Deus. Seria impossível para alguém hoje ser um novo apóstolo, porque Paulo foi o último a ver o Senhor (1 Coríntios 15:7-9), e alguém tinha que ver o Senhor para ser qualificado, para ser escolhido pelo Senhor como um apóstolo (Atos 1:22). A presença de impostores modernos não nos deveria surpreender (2 Coríntios 11:13), mas precisamos testá-los e rejeitá-los (Apocalipse 2:2). Não temos novos apóstolos hoje em dia.
Partindo do relato de Atos, que é o contexto primitivo, para a História da Igreja nos períodos da idade média e moderna, não encontramos nenhum registro de uso do termo apóstolo, a não ser o reconhecimento da Igreja a pessoas que estavam na condição ministerial dos apóstolos de Cristo, quanto a lugares e condições como Willian Carey, Charles Finney, George Whitefield e outros desse nível.
Os apóstolos de Cristo não levantaram novos apóstolos, mas pastores e líderes na igreja.

Videos sobre o assunto: 
 
     * ver (Click no link - muito importante!):  A Origem dos "Apóstolos" Brasileiros - Augustus Nicodemus



Dicas de Literatura: 

    

** obs:  próxima postagem (dia 17/03/2015), falaremos sobre: PASTOR, BISPO, PRESBÍTERO, COOPERADOR E DIÁCONO.
ATÉ LÁ!