quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A QUEM ESTAMOS DANDO OUVIDOS?

(1 Crônicas 32:1-5, 30; 2 Reis 18:13-37; 2 Crônicas 32:6-19, 26; Miquéias 1:13-16; Isaías 36).

Quem foi SENAQUERIBE?





                                               
Senaquerib ou Senaqueribe, cujo nome significa O Deus da Lua Multiplicou os Seus Irmãos, foi rei da Assíria de 705 à 681 a.C. foi filho de SARGÃO II que morreu em 704 a.C. mesmo ano em que Senaqueribe assumiu o trono,Em 701 a.C. invadiu o Reino de Judá, tendo tomado 46 cidades. O rei de Judá, Ezequias, enviou-lhe mensagem de submissão, acompanhada de valiosos presentes, mas o monarca assírio não se satisfez, exigindo a rendição de Jerusalém, o que foi recusado. Senaquerib, porém, desistiu do cerco da cidade, retirando-se para sua capital, Nínive. O resto de seu reinado ele o passou em campanhas militares contra rebeldes no seu império, sendo assassinado em 681 a.C. por dois de seus filhos, Andrameleque e Sarezer, quando se encontrava no templo de seu deus Nisroque, mataram-no com um golpe de espada, fugindo depois para a região do Ararate. (II Cr 32.21; Is 37.37,38). 

CONSTRUÇÕES:

O reinado de Senaqueribe não teve muita expansão. Todavia, ele executou um ambicioso projeto de construção em Nínive, a que devolvera sua posição como capital. O enorme palácio que erigiu ali era um conjunto de salões, pátios e aposentos pomposos, abrangendo uma área de 450 m de comprimento por 210 m de largura. Ele trouxe água de 48 km de distância, construindo uma passagem sobre o rio Gomel, conhecida como Aqueduto de Jerwan. Sua água contribuiu para a irrigação de jardins e parques, bem como para encher o fosso que rodeava a cidade, reforçando assim as defesas da cidade.



Senaqueribe e Satanás

O exército assírio tinha passado sobre a Síria e Israel como um rolo compressor, e depois atacou Judá, conquistou todas as suas cidades fortificadas e cercou Jerusalém. Senaqueribe, o rei assírio, escreveu em suas próprias crônicas que tinha fechado Ezequias (rei de Judá) como um pássaro numa gaiola. A conquista assíria de Jerusalém, capital de Judá, parecia inevitável. Contudo, uma vez que o monarca assírio precisava lutar em outras frentes de batalha, ele preferiu simplesmente intimidar os israelitas para que se rendessem. Ele enviou Rabsaqué (talvez não seja um nome, e sim um título), seu principal oficial, a Jerusalém para começar uma campanha de propaganda destinada a persuadir os homens de Judá a desistir sem lutar. Três capítulos registram o discurso de Rabsaqué: 2 Reis 18; 2 Crônicas 32 e Isaías 36. O discurso foi engenhado para motivar os cidadãos de Jerusalém e os dirigentes da cidade a julgar sua situação sem esperança e permitir aos assírios tomar a cidade. A tática assíria se parece com as técnicas que Satanás usa conosco em suas tentativas para nos levar a ceder e a servi-lo. Observemos as técnicas que Senaqueribe usou com os judeus para ganharmos compreensão de nossas batalhas espirituais modernas.


Exagerou o próprio poder



Os assírios engrandeceram seu próprio poder e grandeza. "Então, Rabsaqué se pôs em pé, e clamou em alta voz em judaico, e disse: Ouvi as palavras do sumo rei, do rei da Assíria. Assim diz o rei: Não vos engane Ezequias; porque não vos poderá livrar. Nem tampouco Ezequias vos faça confiar no Senhor, dizendo: O Senhor certamente nos livrará, e esta cidade não será entregue nas mãos do rei da Assíria" (Isaías 36:13-15). 

Observe que Rabsaqué chamou o rei da Assíria "o sumo rei". Ele queria que os judeus acreditassem que seu poder era irresistível e portanto entregassem a luta. Do mesmo modo o diabo procura nos convencer que seu poder é maior do que nossa capacidade de resistir. Exagerando sua força, Satanás nos leva a desculpar nossos atos e a negar responsabilidade pessoal pelo que fazemos: "Afinal, dada a força da tentação, como poderia eu esperar fazer melhor?" Para derrotar a tentação precisamos ver o poder de Deus. Como Pedro, quando começamos a olhar para o vento e para as ondas, nós caímos; mas quando mantemos olhos fixos em Jesus, ficamos firmes (Mateus 14:22-33). "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Romanos 8:31). 

Deus nos equipa para ficarmos firmes e resistirmos aos avanços do diabo: "Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo" (Efésios 6:11). A fé em Deus nos escuda contra "todos os dardos inflamados do Maligno" (Efésios 6:16). Não há tentações irresistíveis (1 Coríntios 10:13), porque Deus é mais forte do que Satanás: o Senhor é "o sumo rei".

Inverteu a verdade e o erro


Ezequias instituiu amplas reformas na adoração. Ele baniu a idolatria e se opôs à adoração nos lugares altos porque Deus queria que a adoração fosse oferecida somente em Jerusalém (Deuteronômio 12). Senaqueribe usou estas reformas como ponto de partida para atacar e desacreditar Ezequias. Talvez o departamento de inteligência assírio tivesse detectado descontentamento entre os israelitas pelas reformas de Ezequias. Sua oposição a adoração (de ídolos e nos lugares altos) certamente deixou alguns dos judeus se sentindo inseguros. Assim, Rabsaqué argumentou: "Acaso, não vos incita Ezequias, para morrerdes à fome e à sede, dizendo: O Senhor, nosso Deus, nos livrará das mãos do rei da Assíria? Não é Ezequias o mesmo que tirou os seus altos e os seus altares e falou a Judá e a Jerusalém, dizendo: Diante de apenas um altar vos prostrareis e sobre ele queimareis incenso?" (2 Crônicas 32:11-12).
Ainda hoje Satanás ataca as tentativas de volta ao padrão de Deus e de oposição a falsa religião. Ele inspira os modernos conceitos de tolerância, segundo os quais todos os caminhos são certos, toda adoração é boa, e toda crença é válida. Ele faz com que aqueles que se opõem a religião humana e a doutrina dos homens pareçam maus sujeitos. O diabo é mestre na arte de chamar de mau o que é bom, e de bom o que é mau (Isaías 5:20). Precisamos ter a coragem de nos opormos ao erro mesmo quando somos difamados por fazermos isso.

Declarou ter aprovação de Deus


Os assírios declararam que Deus os tinha enviado para vencer Ezequias: "Acaso, subi eu, agora, sem o Senhor contra este lugar, para o destruir? Pois o Senhor mesmo me disse: Sobe contra a terra e destrói-a" (2 Reis 18:25). Os falsos mestres afirmam tipicamente que têm autorização de Deus. Nos dias de Jeremias, o falso profeta Hananias predisse com confiança a volta dos cativos e falou com autoridade pela "palavra do Senhor": "Assim fala o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel, dizendo: Quebrei o jugo do rei da Babilônia. Dentro de dois anos, eu tornarei a trazer a este lugar todos os utensílios da Casa do Senhor, que daqui tomou Nabucodonosor, rei da Babilônia, levando-os para a Babilônia. Também a Jeconias, filho de Jeoaquim, rei de Judá, e a todos os exilados de Judá, que entraram na Babilônia, eu tornarei a trazer a este lugar, diz o Senhor; porque quebrei o jugo do rei da Babilônia" (Jeremias 28:2-4). A ousadia e especificidade desta "profecia" tinha ares de verdade; ela foi dita no estilo das verdadeiras palavras de Deus e era por demais convincente. Mas era falsa.
Satanás é convincente e é o mestre do disfarce (veja Mateus 7:15-16; 2 Coríntios 11:13-15). Ele afirma suas mentiras tão ousada e precisamente que são facilmente acreditadas. Precisamos não permitir que a confiança dos falsos mestres nos engane. Todos os mestres e ensinamentos precisam ser testados à luz da palavra de Deus (1 João 4:1; Gálatas 1:8-9). Nenhum Rabsaqué que venha ousadamente afirmando que o Senhor o enviou é verdadeiramente de Deus. A Bíblia é nosso modelo e qualquer ensinamento que não está à sua altura deve ser rejeitado, não importa quão autorizado possa parecer.

Prometeu bênçãos


Rabsaqué estava tentando fazer com que os israelitas quisessem render-se. Ele poderia ter declarado que a rendição deles não levaria ao cativeiro, mas eles não teriam acreditado nele porque a política assíria de exilar as nações conquistadas era bem conhecida. Assim, ele fez uma abordagem diferente. Ele argumentou que seria um cativeiro maravilhoso do qual eles realmente gostariam! "Não deis ouvidos a Ezequias; porque assim diz o rei da Assíria: Fazei as pazes comigo e vinde para mim; e comei, cada um da sua própria vide e da sua própria figueira, e bebei, cada um da água da sua própria cisterna. Até que eu venha e vos leve para uma terra como a vossa, terra de cereal e de vinho, terra de pão e de vinhas, terra de oliveiras e de mel, para que vivais e não morrais..." (2 Reis 18:31-32). Basicamente, os assírios estavam dizendo que quando os israelitas se rendessem e fossem levados ao exílio, eles o achariam um lugar maravilhoso para viverem. O cativeiro seria mais ou menos uma estada numa idílica estância de férias.
O diabo ainda tenta fazer o pecado e suas conseqüências parecerem atraentes. Seu ardil mais velho é negar o castigo pelo pecado e exagerar os benefícios dele (veja Gênesis 3). Pense nos anúncios da televisão promovendo bebidas alcoólicas: eles nunca mostram o bêbado capotando seu carro, destruindo sua família ou morrendo de doença do fígado; em vez disso, mostram a glória, o encanto e o prazer, sempre uma linda moça ou um rapaz todo elegante. Satanás faz isto com todo pecado. Ele recorta cuidadosamente a fotografia do pecado para que mostre somente os aspectos mais atraentes e não revela as amargas conseqüências. Conforme Pedro escreveu: "prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção..." (2 Pedro 2:19).

Destruiu sorrateiramente a fé


Os assírios buscavam corroer a confiança do povo no Senhor. "Não vos engane Ezequias, dizendo: o Senhor nos livrará. Acaso, os deuses das nações livraram cada um a sua terra das mãos do rei da Assíria? Onde estão os deuses de Hamate e de Arpade? Onde estão os deuses de Sefarvaim? Acaso, livraram eles a Samaria das minhas mãos? Quais são, dentre todos os deuses destes países, os que livraram a sua terra das minhas mãos, para que o Senhor livre a Jerusalém das minhas mãos?" (Isaías 36:18-20). Era irônico que Rabsaqué argumentasse deste modo, porque ele tinha acabado de afirmar que o Senhor era aquele que o tinha enviado a conquistar Jerusalém. Mentirosos precisam de boa memória!
Satanás quer influenciar-nos a crer que o Senhor não é confiável, que os meios de Deus não darão certo. Ele sabe que, sem confiança no Senhor, agiremos independentemente e tentaremos resolver nossos problemas sozinhos. Não admira que Paulo insistisse que o único meio para apagar as setas incendiadas do mal é usar o escudo da fé.
 


Conclusão

Os israelitas se  recusaram a dar atenção à propaganda de Rabsaqué. Eles permaneceram silenciosos em sua presença, depois se voltaram e oraram pela ajuda do Senhor. O Senhor prometeu que poria um anzol no nariz dos assírios e os mandaria diretamente de volta a sua casa. E de fato, uma noite, um único anjo matou 185.000 soldados assírios, incluindo todos os oficiais, e Senaqueribe decidiu retirar suas tropas. Assim como o Senhor venceu Senaqueribe, Ele derrotará Satanás. Sejamos surdos à propaganda de Satanás e fiquemos com o vencedor!



O rei Ezequias orou ao Senhor e Ele enviou um anjo que matou 185 mil assírios em seu arraial
“Portanto, assim diz o Senhor acerca do rei da Assíria: Não entrará nesta cidade, nem lançará nela flecha alguma; tampouco virá perante ela com escudo, nem levantará contra ela trincheira alguma. Pelo caminho por onde vier, por ele voltará; porém nesta cidade não entrará, diz o Senhor. Porque eu ampararei a esta cidade, para a livrar, por amor de mim e por amor do meu servo Davi. Sucedeu, pois, que naquela mesma noite saiu o anjo do Senhor, e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil deles; e, levantando-se pela manhã cedo, eis que todos eram cadáveres”. (II Rs 19.32-35).

Portanto, assim diz o Senhor acerca do rei da Assíria: Não entrará nesta cidade, nem lançará nela flecha alguma; tampouco virá perante ela com escudo, nem levantará contra ela trincheira alguma.
2 Reis 19:32
Portanto, assim diz o Senhor acerca do rei da Assíria: Não entrará nesta cidade, nem lançará nela flecha alguma; tampouco virá perante ela com escudo, nem levantará contra ela trincheira alguma.
2 Reis 19:32



Portanto, assim diz o Senhor acerca do rei da Assíria: Não entrará nesta cidade, nem lançará nela flecha alguma; tampouco virá perante ela com escudo, nem levantará contra ela trincheira alguma.
Pelo caminho por onde vier, por ele voltará; porém nesta cidade não entrará, diz o Senhor.
Porque eu ampararei a esta cidade, para a livrar, por amor de mim e por amor do meu servo Davi.
Sucedeu, pois, que naquela mesma noite saiu o anjo do Senhor, e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil deles; e, levantando-se pela manhã cedo, eis que todos eram cadáveres.

2 Reis 19:32-35
Portanto, assim diz o Senhor acerca do rei da Assíria: Não entrará nesta cidade, nem lançará nela flecha alguma; tampouco virá perante ela com escudo, nem levantará contra ela trincheira alguma.
Pelo caminho por onde vier, por ele voltará; porém nesta cidade não entrará, diz o Senhor.
Porque eu ampararei a esta cidade, para a livrar, por amor de mim e por amor do meu servo Davi.
Sucedeu, pois, que naquela mesma noite saiu o anjo do Senhor, e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil deles; e, levantando-se pela manhã cedo, eis que todos eram cadáveres.

2 Reis 19:32-35
Portanto, assim diz o Senhor acerca do rei da Assíria: Não entrará nesta cidade, nem lançará nela flecha alguma; tampouco virá perante ela com escudo, nem levantará contra ela trincheira alguma.
Pelo caminho por onde vier, por ele voltará; porém nesta cidade não entrará, diz o Senhor.
Porque eu ampararei a esta cidade, para a livrar, por amor de mim e por amor do meu servo Davi.
Sucedeu, pois, que naquela mesma noite saiu o anjo do Senhor, e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil deles; e, levantando-se pela manhã cedo, eis que todos eram cadáveres.

2 Reis 19:32-35
Portanto, assim diz o Senhor acerca do rei da Assíria: Não entrará nesta cidade, nem lançará nela flecha alguma; tampouco virá perante ela com escudo, nem levantará contra ela trincheira alguma.
Pelo caminho por onde vier, por ele voltará; porém nesta cidade não entrará, diz o Senhor.
Porque eu ampararei a esta cidade, para a livrar, por amor de mim e por amor do meu servo Davi.
Sucedeu, pois, que naquela mesma noite saiu o anjo do Senhor, e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil deles; e, levantando-se pela manhã cedo, eis que todos eram cadáveres.

2 Reis 19:32-35
Bibliografia: 

Joan Comay, Quem é quem no Antigo Testamento, Rio de Janeiro, Imago Ed, 1998. 

Stanley A. Ellisen, Conheça Melhor o Antigo Testamento, Ed. Vida 

Gleason L. Archer Jr, Merece confiança o Antigo testamento? Ed. Vida Nova 

Bíblia de Estudo Thompson - Ed. Vida

Livro - Quem E Quem No Antigo Testamento

        




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