quarta-feira, 18 de março de 2015

O que a bíblia diz sobre...

  João 10:14 Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim.


Continuamos com a série o que a bíblia diz sobre...

Pastor, Presbítero e Bispo

No contexto do Novo Testamento, os termos pastor, presbítero e bispo, incrivelmente descrevem os mesmos servos. Trata-se de líderes atuando em igrejas locais, cuidando do rebanho de Deus, a Igreja de Cristo (Atos 20.17,28; 1ª Pedro 5.1-3; Tito 1.5-7). As várias palavras, mesmo diferentes, identificam os mesmos homens, mas é importante entender que cada palavra tem seu próprio significado. Essas variações de sentido ajudam a mostrar aspectos diferentes do trabalho dos ministros que cuidavam de uma congregação.
Para uma compreensão bem definitiva, irei apresentar os significados desses termos, dentro de uma ordem cronológica de surgimento e uso comum nos tempos bíblicos, iniciamos pela nomenclatura: Pastor:
   à O Pastor – As primeiras vezes que aparecem o termo pastor na Bíblia se referem a alguém cuidando de um rebanho (Gn. 13.7; Gn. 13.8; Êx. 2.17). Mas a partir do registro do 1º livro dos Reis 22.17 em diante, o nome é usado como forma figurativa para expressar situações referentes ao cuidado: “Então disse ele: Vi a todo o Israel disperso pelos montes, como ovelhas que não têm pastor; e disse o Senhor: Estes não têm senhor; torne cada um em paz para sua casa”.
O salmista Davi, o mais expressivo pastor de ovelhas das Escrituras também fez uma belíssima comparação: “O Senhor é o meu pastor, nada me faltará” (Sl. 23.1ss), que revendo no escrito original quer dizer: O Senhor é pastor meu, e de nada sentirei falta.
Concluímos então que a figura do Pastor no Antigo Testamento não estava ligada à uma autoridade espiritual, visto que nessa esfera se destacavam sacerdotes, profetas e outros levantados pelo Senhor. O pastor de fato era alguém responsável para cuidar do rebanho, que a partir da Antiga Aliança, não eram pessoas e sim animais. Mas o termo figurativo ficou marcado, pois fora dito pelo Senhor até mesmo no Pentateuco (Nm. 27.17).
Quando chegamos ao cenário histórico do Novo Testamento vemos os líderes sendo chamados para “pastorear” o rebanho de Deus. E essa nomenclatura passou a ser usada justamente por causa das próprias palavras de Cristo, quando usando a figura de metáfora, disse de Si mesmo: Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Mas o mercenário, e o que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa as ovelhas. Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido”. (Jo. 10.11-14).
        Jesus usou a comparação por que sabia muito bem acerca do cuidado do pastor com as ovelhas nos campos. Ser pastor a partir daquele momento, na visão bíblica e neotestamentária, significava cuidar de vidas da mesma forma que Cristo demonstrou no cuidado e ensino no seu ministério na terra. Ele consolou pessoas, guiou, orientou, pregou, cuidou da alma ferida e alimentou multidões. Foi humilde perdoando, lavando os pés dos discípulos para mostrar exemplo, Jesus ensinava da forma mais eficaz possível, usando uma metodologia de ensino utilizando seus meios e cultura, se era para falar para o povo, utilizava o meios ao redor deste povo, a agricultura (“e o semeador saiu a semear...) a pesca (“e disse Jesus: "Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens”), enfim, ensinava o povo na sua linguagem, Sua visão era educacional, fazer com que as pessoas não saíssem de seus sermões sem entender o que estava sendo ensinado alí, com relação as pessoas presentes Jesus tinha sempre em mente um objetivo, o cuidado e o amor,  protegendo e dando a sua vida pelas mesmas. Essas são características não apenas dos pastores, mas de qualquer pessoa que tenha a responsabilidade de cuidar do rebanho do Senhor.

    Analisando então o que foi dito aqui, não tenho como não fazer alguns questionamentos e deixar para que vocês reflitam. Se Jesus, o bom pastor cuidava e ensinava da forma mais clara possível, por que nossos “pastores” atuais insistem tanto em repassar seus sermões com palavras difíceis, num português tão “polido” que muitas vezes nem eles mesmos entendem o que falam...  imagina o povo mais simplório, levo comigo um pensamento que espero não abandoná-lo: “o capim tem que estar sempre a altura da boca das ovelhas, e tem que ser regado continuamente, a medida que ele vai ficando mais alto a ovelha também se acostumará a buscar pastos mais altos e mais densos, vai sempre procurar algo melhor e saber discernir o bom pasto e o ruim. Fica aqui um conselho de um jovem pensador: Pastores... procurem conhecer suas ovelhas, entender suas necessidades, suas deficiências, suas qualidades... ame-as profundamente, e amar não quer dizer que você tenha que almoçar todo domingo na casa delas, dar presentes, bajular... amar é também saber dizer não quando necessário, é dar atenção e saber que pode contar com você nas horas boas e principalmente nas ruins, enfim, é entender     que a igreja (congregação) é um lugar onde o seu José que é pedreiro, lá não é só o seu José do canteiro de obras da construção civil, mas é o obreiro, diácono, presbítero José, é neste lugar que ele se sente importante, assim nos poderemos dizer que o Senhor ama realmente seus filhos, e que este é um filho de Deus, que tem seu valor!

Um grande Abraço e espero que tenha ajudado! na próxima postagem: Presbítero, quais suas funções e serviços?









segunda-feira, 16 de março de 2015

O que a bíblia diz sobre...

 
Apóstolos hoje em dia? Anciãos, bispos... o que isso significa?

Vivemos uma época de muitas nomenclaturas ministeriais no meio evangélico brasileiro, até parece que criamos uma linhagem hierárquica como num quartel, eu entendo que existe eclesiasticamente uma hierarquia, mas de forma institucional e organizacional. Alguns líderes de diferentes denominações cristãs, mesmo atuando nas mesmas funções, usam termos e nomes diferentes como apóstolos, pastores, bispos, presbíteros e até pais apostólicos? e muitos outros. Infelizmente conseguimos identificar que alguns ministros usam algumas nomenclaturas bíblicas por uma busca de autoridade eclesiástica e um suposto poder espiritual, criando assim uma visível contradição quanto ao real significado do título e dos nomes na Bíblia.

Minha intenção é expor para vocês de forma muito simples e clara a etimologia de cada título e seus significados à luz da bíblia, sem ofender quem quer que seja, interpretando conforme o contexto das Escrituras e comparando-os aos dias atuais.

O apóstolo

O termo grego ἀπόστολος, (apóstolos) significa enviado. Em se tratando de originalidade literária, o termo usado por Jesus aos escolhidos para a pregação e propagação do Evangelho, denota uma missão para os lugares mais distantes, onde ainda não chegara a mensagem de Salvação – “Portanto, ide e fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28.19ª). A Bíblia geralmente emprega este termo para os apóstolos de Cristo. Eles eram doze homens especialmente escolhidos por Cristo para estarem com ele e para serem enviados a pregar (verifique Marcos 3:13-19). Muitas vezes eles foram simplesmente chamados "os doze". O número doze tinha uma história de grande importância entre o povo de Deus (doze filhos de Jacó, doze tribos de Israel...).

Os doze tinham uma missão muito importante. Para cumprir esta missão, eles receberam o batismo do Espírito Santo, para que pudessem ser guiados em toda a verdade (João 14:26; 15;26-27; 16:7-15; Atos 1:8; 2:1-4). Eles revelaram esta verdade nas Escrituras, que são o nosso padrão nos dias atuais (Efésios 3:5; 2 Pedro 3:2; Judas 17). Os apóstolos foram testemunhas oculares de Cristo ressuscitado (Lucas 24:48; Atos 1:8,22; 2:32; 3:15; 4:33; 5:32; 10:39-41; 13:31; 1 Pedro 5:1; 1 João 1:2). Somente eles foram capazes de conceder os dons espirituais, impondo suas mãos sobre os outros (Atos 8:14-18).

Os apóstolos fazem parte da fundação da igreja primitiva, tendo o próprio Jesus Cristo como a pedra angular principal (Efésios 2:20; Apocalipse 21:14).

Os doze apóstolos foram selecionados inicialmente pelo Senhor. Judas caiu porque pecou e por isso foi excluído (Atos 1:20, 25); como resultado, Matias foi escolhido para ficar no seu lugar (Atos 1:16-26), o que não exclui as qualificações do outro candidato, ou seja, José, pois os requisitos eram: 1º) ser alguém que havia seguido Jesus, juntamente com os demais apóstolos, desde o dia em que foi batizado por João, até o dia em que subiu ao céu. 2º) tinha que ser alguém que havia testemunhado a ressurreição do senhor Jesus. Esses eram os dois requisitos para aquele que seria escolhido o novo apóstolo, Note atentamente que uma das qualificações que Matias tinha que cumprir, para poder ser selecionado, era ter visto o Senhor ressuscitado (Atos 1:22). Mais tarde, Paulo foi selecionado de uma maneira especial para ser o apóstolo enviado para os gentios (Atos 9:15; 22:14-15; 26:16-18; Gálatas 1:15-17; 1 Timóteo 2:7). Esta é a razão porque o Senhor lhe apareceu, uma vez que ele não teria as qualificações para ser um apóstolo, se não tivesse visto o Senhor depois de sua ressurreição (note: 1 Coríntios 9:1-2; 15:8; Atos 22:15; 26:16).

Os apóstolos que a igreja tem hoje em dia são os mesmos que teve desde a escolha de Paulo. Eles permanecem no fundamento da igreja, onde o Senhor os colocou, e não há razão para procurar substituições. Através do Novo Testamento, que eles escreveram, eles continuam a ensinar e a guiar o povo de Deus. Seria impossível para alguém hoje ser um novo apóstolo, porque Paulo foi o último a ver o Senhor (1 Coríntios 15:7-9), e alguém tinha que ver o Senhor para ser qualificado, para ser escolhido pelo Senhor como um apóstolo (Atos 1:22). A presença de impostores modernos não nos deveria surpreender (2 Coríntios 11:13), mas precisamos testá-los e rejeitá-los (Apocalipse 2:2). Não temos novos apóstolos hoje em dia.
Partindo do relato de Atos, que é o contexto primitivo, para a História da Igreja nos períodos da idade média e moderna, não encontramos nenhum registro de uso do termo apóstolo, a não ser o reconhecimento da Igreja a pessoas que estavam na condição ministerial dos apóstolos de Cristo, quanto a lugares e condições como Willian Carey, Charles Finney, George Whitefield e outros desse nível.
Os apóstolos de Cristo não levantaram novos apóstolos, mas pastores e líderes na igreja.

Videos sobre o assunto: 
 
     * ver (Click no link - muito importante!):  A Origem dos "Apóstolos" Brasileiros - Augustus Nicodemus



Dicas de Literatura: 

    

** obs:  próxima postagem (dia 17/03/2015), falaremos sobre: PASTOR, BISPO, PRESBÍTERO, COOPERADOR E DIÁCONO.
ATÉ LÁ!